domingo, 5 de julho de 2015

POLUIÇÃO SONORA

A Poluição sonora nas zonas urbanas é outro fator relevante de redução da qualidade ambiental, e as principais fontes de ruído são: meios de transportes, rodoviários e aéreos, a construção civil, as indústrias, os aparelhos eletrodomésticos e de som, as atividade de lazer e o próprio comportamento humano.

A saúde humana é afetada por níveis de ruído a partir de 45 dB, picos de 85 dB em 4% do tempo, sob 70 dB ou 50 dB de dia ou à noite, que elevam em 25% o colesterol e em 65 % o cortisol. No caso, o mais preocupante neste dado é que a média de ruído em corredores de trânsito chega a atingir 93 dB.
Como visto o nível de ruído que põe em risco a saúde humana é bem inferior a valores encontrados em nossas cidades, que provocam distúrbios cardíacos, hipertensão arterial, além de provocar estresse e prejudicar o desempenho físico e mental. E quando estes distúrbios se tornam crônicos, prejudicam a recuperação celular e o crescimento pela redução quantitativa do sono profundo, além da redução da capacidade de memória, atenção e relacionamento social. Sons desagradáveis indesejáveis já provocam neuroses com intensidades sonoras mais baixas (da ordem de 80 dB ou menos), principalmente se a fonte sonora não puder ser eliminada e o individuo se sentir indefeso frente à ação do ruído.

Além dos ruídos constantes, causados pela vida frenética das cidades, somam-se a estes os ruídos aleatórios como os de caminhões de gás (cerda de 105 dB), e outros veículos de propaganda com seus potentes alto-falantes.

Ademais, como o transporte urbano é a grande fonte de ruído nas áreas urbanas, seria providencial o uso mais intenso de veículos elétricos, que geram um nível bem menor de ruído. Todavia, esta não é uma prática adotada, considerando o elevado custo da energia elétrica. Desta forma, o uso de óleo diesel promove maior poluição do ar e maior nível de ruído, porém é mais barato para as empresas transportadoras, já que o custo pela degradação ambiental e danos a saúde são pagos pela coletividade.

Roger Coutinho

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