sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

JÁ PASSOU DA HORA DE AGIR.



Os gráficos em tela demonstram que a ‘evolução’ das normas de controle e segurança ambiental surgiram de forma reativa aos grandes desastres ambientais.
Recentemente em reação ao desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, tivemos a seguinte notícia: “A Alerj aprovou na tarde desta quarta-feira (9) projeto de lei de autoria dos deputados Bruno Dauaire (PR) e Jorge Picciani (PMDB) que cria a política estadual de segurança de barragens no Estado do Rio, com a regulamentação do sistema estadual de informações. O marco regulatório que dispõe sobre a segurança das barragens é uma iniciativa pioneira no Brasil. O projeto segue agora para a sanção do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).” (http://fmanha.com.br/blogs/arnaldoneto/category/bruno-dauaire/)
Quero aqui deixar claro que os nobres Depurados agiram mais que corretamente, tomando as medidas que lhes cabem para evitar ou ao menos mitigar o risco de novos desastres no Estado do Rio de Janeiro.
Todavia bate aos gritos em nossas portas o grave problema do aquecimento global, discutido exaustivamente nos últimos dias na COP21 (http://g1.globo.com/natureza/ao-vivo/2015/cop21-conferencia-da-onu-sobre-mudancas-climaticas.html) .
Nisto surge a seguinte questão, mais uma vez vamos esperar pelo desastre para realmente criar normas imperativas que impeçam ou ao menos minimizem as consequências (http://www.inpe.br/acessoainformacao/node/483) de três séculos de descaso e inércia em relação ao uso mais que irracional dos recursos da terra.
Vamos esperar que parte do planeta seja inundado, e outra vire deserto, e que milhões de vidas humanas e não humanas sejam ceifadas para efetivamente agirmos. Espero que não.

Roger Coutinho

Para saber mais (http://www.ipcc.ch/)

Nenhum comentário:

Postar um comentário